Algumas Produções

Atividade - Analisando Teses

 
Tese: Motivação pode ajudar a iniciar o aprendizado, mas é a disciplina que permite que se mantenha o foco, pois a motivação pode oscilar de acordo com o 'estado' de humor ou o conteúdo a ser estudado, por exemplo. Assim, o professor deve ensinar o aluno a assumir a responsabilidade por sua própria aprendizagem.

Texto:

O processo de aprendizagem pode ser definido de forma sintética como o modo em que os seres adquirem novos conhecimentos, desenvolve competências e mudam o comportamento.
Segundo alguns estudiosos, a aprendizagem é um processo integrado que provoca uma transformação qualitativa na estrutura mental daquele que aprende. Essa transformação se dá através da alteração de conduta de um indivíduo, seja por condicionamento operante, experiência ou ambos, de uma forma razoavelmente permanente. As informações podem ser absorvidas através de técnicas de ensino ou até pela simples aquisição de hábitos. O ato ou vontade de aprender é uma característica essencial do psiquismo humano, pois somente este possui o caráter intencional, ou a intenção de aprender; dinâmico, por estar sempre em mutação e procurar informações para a aprendizagem; criador, por buscar novos métodos visando a melhora da própria aprendizagem, por exemplo, pela tentativa e erro.
Um outro conceito de aprendizagem é uma mudança relativamente durável do comportamento, de uma forma mais ou menos sistemática, ou não, adquirida pela experiência, pela observação e pela prática motivada. Na verdade a motivação tem um papel fundamental na aprendizagem. Ninguém aprende se não estiver motivado, se não desejar aprender.
A disciplina também possui papel fundamental no processo de ensino/aprendizagem, pois é ela quem vai garantir a aprendizagem, quando as oscilações de humor do sujeito estiverem em mutação. Neste momento o professor será o protagonista influenciando e mostrando por observância ao aprendiz as características e importâncias da aprendizagem para o ser humano. Onde cada um deve ser responsável por seus atos, a sociedade está cada vez mais modificada, tecnificada necessitando de cidadãos capacitados.
Conseguir que os alunos se sintam motivados para aprender é o primeiro passo para a prevenção da indisciplina, e um grande desafio para o professor e a escola. Os professores desejam alunos que saibam respeitar os seus colegas e que consigam se engajar em atividades que exijam concentração e esforço para aprender. Porém, isso não é sinônimo de aluno passivo e silencioso o tempo todo. O silêncio, tão desejado em sala de aula, nem sempre é garantia de aprendizagem, pois o aluno aprende quando participa ativamente de uma atividade, executando alguma tarefa, ouvindo as diferentes formas de percepção dos demais frente a um assunto e tendo a oportunidade de argumentar as suas ideias através de grupos de discussão ou debates. Essa participação ativa do aluno nas atividades escolares é expressão de energia e entusiasmo, fruto de uma aprendizagem significativa (NERI, 1992).
É presumível, portanto, que uma nova espécie de disciplina possa despontar em relações orientadas desta maneira: aquela que denota tenacidade, perseverança, obstinação, vontade de saber. [...] Anteriormente, disciplina evocava silenciamento, obediência, resignação. Agora, pode significar movimento, força afirmativa, vontade de transpor os obstáculos. [...] Disciplina torna-se, então, vetor de rebeldia para consigo mesmo e de estranhamento para com o mundo - qualidades fundamentais do trabalho humano de conhecer (AQUINO, 1996, p. 53).
Para a estudiosa Amélia Hamze, aprendizagem é um processo de mudança de comportamento obtido através da experiência construída por fatores emocionais, neurológicos, relacionais e ambientais. Aprender é o resultado da interação entre estruturas mentais e o meio ambiente. De acordo com a nova ênfase educacional, centrada na aprendizagem, o professor é co-autor do processo de aprendizagem dos alunos. Nesse enfoque centrado na aprendizagem, o conhecimento é construído e reconstruído continuamente.
Quando a educação é construída pelo sujeito da aprendizagem, no cenário escolar prevalecem a resignificação dos sujeitos, novas coreografias, novas formas de comunicação e a construção de novas habilidades, caracterizando competências e atitudes significativas. Nos bastidores da aprendizagem há a participação, mediação e interatividade, porque há um novo ambiente de aprendizagem, remodelização dos papéis dos atores e co-autores do processo, desarticulação de incertezas e novas formas de interação mediadas pela orientação, condução e facilitação dos caminhos a serem seguidos.
A Educação como interatividade contempla tempos e espaços novos, diálogo, problematização e produção própria dos educandos. O professor exerce a sua habilidade de mediador das construções de aprendizagem. E mediar é intervir para promover mudanças. Como mediador, o docente passa a ser comunicador, colaborador e exerce a criatividade do seu papel de co-autor do processo de aprender dos alunos.
Na relação desse novo encontro pedagógico, professores e alunos interagem usando a co-responsabilidade, a confiança, a dialogicidade fazendo a auto-avaliação de suas funções. Isso é fundamental, pois nesse encontro, professor e alunos vão construindo novos modos de se praticar a educação. É necessário que o trabalho escolar seja competente para abdicar a cidadania tutelada, ultrapassar a cidadania assistida, para chegar à cidadania emancipada, que exige sujeitos capazes de fazerem história própria. Saber pensar é uma das estratégias mais decisivas. O ser humano precisa saber fazer e, principalmente, saber fazer-se oportunidade. (DEMO, Política Social do Conhecimento). 

Referências Bibliográficas:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-40602008000200014; (visita em: 28/02/15)
• AQUINO, Julio Groppa. A desordem na relação professor-aluno: indisciplina, moralidade e conhecimento. In:______. Indisciplina na escola: alternvativas teóricas e práticas. 7. ed. São Paulo: Summus, 1996. p. 39-55;



Observações relatas pelos alunos examinadores:

* Análise 1
Paulo Freire trata do interesse dos alunos ao considerar que o educador precisa reconhecer a visão de mundo do aluno, ou seja, entender que compreensão do imaginário do aluno pode despertar seu interesse e a busca pelo aprendizado.
Piaget escreve sobre o papel da afetividade e sua influência na formação de estruturas cognitivas dos alunos. Segundo ele, mais do que simplesmente transmitir o conteúdo para os alunos, o educador precisa se preocupar em tornar a aula interessante para os alunos e contextualizar os temas a serem ensinados ao seu respectivo cotidiano.
Diante da mudança no contexto de ensino aprendizagem, no qual o método tradicional de ensino aprendizagem baseado em lousa e no professor como único detentor e transmissor do saber deu passagem para novos métodos instrucionais nos quais o professor se porta como mediador entre aluno e aprendizagem, pode-se afirmar que as tecnologias são grandes aliadas para o desenvolvimento dos métodos modernos de ensino.
Na tese analisada, ao pontuar a disciplina como comportamento fundamental para o alcance do êxito no processo de ensino aprendizagem, possibilita discorrer sobre a necessidade de formar valores morais e comportamentais no aluno. Mais do que simplesmente aprender o conteúdo científico em si, é necessário despertar no aluno a consciência da importância do seu envolvimento com o todo, com a sociedade em que está inserido além das fronteiras físicas da sala de aula. 
Referência de Leitura: 

* Análise 2



O papel do professor é de mediação entre o aluno e o conhecimento a ser trabalhado, no entanto, no processo de ensino-aprendizagem sua função é de orientar da melhor forma, utilizando vários recursos tecnológicos, construindo e concebendo novas estratégias de ensino que despertam os interesses dos alunos em busca de novos conhecimentos.
Vale ressaltar, que os professores mantém uma postura norteadora no processo de ensino-aprendizagem quando buscam novas aprendizagens, adquirem novos conhecimentos assim, colaboram também para a construção de novos conhecimentos dos seus alunos.
Sobre essa prática, Gadotti (2000, p. 9) afirma que:

...o educador é um mediador do conhecimento, diante do aluno que é o sujeito da sua própria formação. Ele precisa construir conhecimento a partir do que faz e, para isso, também precisa ser curioso, buscar sentido para o que faz e apontar novos sentidos para o que fazer dos seus alunos.

É importante destacar a necessidade de buscar novas formas didáticas, diferentes metodologias, recursos digitais, para contribuírem com o processo educativo, assim, o professor despertará a motivação, o interesse dos alunos em buscar de novos conteúdos e novas experiências.
Para Aquino (2000, p. 95)
O lugar do educador é imediatamente relativo ao do educando, e vice versa. Vale lembrar que guardadas as especificidades das atribuições de agente e clientela, ambos são parceiros de um mesmo jogo. E o nosso rival é a ignorância, a pouca perplexidade e o conformismo diante do mundo.

Referencial Teórico:
  • AQUINO, Julio Groppa. Do cotidiano escolar: ensaios sobre a ética e seus a avessos. São Paulo: Summus, 2000.G
  • ADOTTI, M. Perspectivas atuais da educação. Porto Alegre: Ed. Artes Médicas, 2000.




Um comentário:

  1. Olá Raylaine,

    Parabéns pelo visual do seu blog e pela publicação da tese e dos comentários dos colegas!
    Abraços,

    Helenice

    ResponderExcluir